terça-feira, 7 de Julho de 2009

Adiante...

Um dos motivos que tenho para não falar de política é esta tentativa desesperada da esquerda de falar do passado. Sempre que falei de política, aqui, falei do presente e do futuro. Nunca me viram ir buscar governações antigas para justificar a situação actual.
Se eu falasse de política neste blog o que eu faria hoje era um post sobre o quanto me fartei de falar na política macro-económica deste governo e o afastamento das PME's. Mas o que sei eu? Talvez lendo o que escreve Camilo Lourenço, hoje, no Jornal de Negócios se perceba o que andei a dizer. A política do governo Sócrates não é nem consistente, nem duradoura. A economia é apenas um exemplo. Mas, prometi que não falava mais de política. Foi só um cheirinho para me despedir de Manuel Pinho, um ministro miserável e um espantalho político.

7 questões pertinentes:

Maria Velho disse...

olha, olha. o títalo tem reticências ! ahhhhhhhhh!

Nini disse...

Cá para mim a culpa é do Gonçalvismo

jorge c. disse...

Ou de Afonso Henriques.

GRaNel disse...

Como sabes, admiro raciocinio do Camilo Lourenço e a frontalidade com que aborda as questões. Concordo quase em absoluto com o que escreve no artigo que linkas achando que peca apenas por exagero pois a meu ver é desonesto dizer que este governo não fez nada pelas PME's. O problema está muitas vezes do lado delas mas adiante.
Tambem o teu comentário sobre Pinho me parece exagerado. Num governo sofrivel, parece-me que foi até dos melhores ministros. Inúmeras gaffes, fruto da sua falta de estofo para a politica, mas tambem boas medidas, nomeadamente na energia, que nos colocam no pelotão da frente, ou pelo menos colados.

jorge c. disse...

Parece-me que entras num lugar comum ao classificar Pinho como um dos melhores ministros por causa da energia. Nada no sector da energia é ainda concreto ou eficiente e muitos dos anúncios não passam para já disso mesmo, de anúncios

Mas eu explico por que razão acho Pinho um mau ministro. Aliás, eu digo-o no post, mas posso repetir. Manuel Pinho foi fantoche de um governo que andou ao sabor do vento sem uma política concreta e duradoura. Primeiro, projectos macro-económicos, investimento estrangeiro, centenas de postos de trabalho de uma vez só. Não só ignorou as PME como também lhes dificultou determinados movimentos (a ASAE será um bom exemplo disso - e não defendo uma não-fiscalização, obviamente, falo apenas de um relaxamento e não de uma perseguição como a que foi feita a empresários que não tinham condições de assegurar determinado tipo de medidas imediatas que eram exigidas). Depois disso, e quando o discurso das PME surgiu no debate político, o governo percebeu que havia motivos para preocupação e mudou o discurso. Acontece que aquilo que o governo fez pelas PME veio tarde demais quando já muitas delas não tinham viabilidade - uma condição sine qua non para o crédito, por exemplo. Além disso, e depois da crise já ter rebentado, a carga fiscal era ainda muito grande e como é evidente as empresas ao sentirem a crise - antes do governo - não tinham condições para suportar tudo.
Dirás que quem não pode que caia. Muito bem, é uma posição política que respeito. Mas é uma opinião que ignora que vivemos num Estado Providência e que isso cria expectativas legítimas nos empresários. Grande parte da falha do Estado neste assunto é deste governo, principalmente na pessoa do seu ministro da economia, Manuel Pinho.

GRaNel disse...

Falei na energia porque é o mais visivel, mas poderia falar no Turismo, onde a aposta foi claramente ganha. Poderia ter sido feito mais e melhor, - com certeza. Pinho conseguiu manter o Turismo sempre a subir e mais importante ainda ocupar a época baixa.

O grande problema a meu ver, e que explica um pouco a situação das PME's tem que ver com a convivência Estado-privado e com a pro-actividade do segundo. Tanto na energia como no turismo vimos inúmeros e avultados investimentos por parte dos privados que animaram o sector. Já nas PME's passa-se exactamente o contrário. Palavras como competitividade, produtividade e rentabilidade não figuram no léxico e foram-se deixando definhar até ao ponto de não-retorno. Agora, aqui del' rei e venha a nós o subsidio porque empréstimo já nem sequer é possivel. E aqui digo-te eu, se não é possivel o empréstimo o melhor é mesmo fechar e dar lugar a outro. Colocar dinheiro, como muitos defendem, em PME's deste género tem um custo de oportunidade carissimo. Porventura superior ao das grandes obras.

privada disse...

Emprestimo? Porque nao se limitam a devolver o IVA, já prometeram em Maio e nada, andam há 3 anos nisto, e em consequencia já nao se deslocam sem segurança, um custo sem qualquer necessidade, k provavelmente vai levar em cima com o custo k a UE vai cobrar por ser uma medida financeira completamente ilegal. Tbm mais uma coimazita, bahhh